Um poema sexta-feira, out 31 2008 

Mas isso acontece….

As vezes

As vezes a ausência

As vezes a presença

As vezes um tudo

As vezes um nada

As vezes um oi

As vezes um perfume

As vezes uma lembrança

As vezes uma certeza

As vezes uma dúvida

As vezes uma centelha

As vezes uma necessidade

As vezes um fato

As vezes fundamental

As vezes essencial

As vezes simplesmente

As vezes

Incoerências sexta-feira, out 24 2008 

Esse ai vai pra categoria pensamento, um dia desses após algumas reviravoltas, situações em que agi de forma “estranha” e por fim estava me vendo sucumbir frente a algumas situações. Cheguei em casa peguei o computador alguma reflexão e adicionando algumas gelas antes de vir para casa deu nisso ai.

Incoerência

A vida é um fardo capaz de ensandecer muitos, por ser muito delicada de ser vívida e se não for tratada com o devido zelo irá se esvair nas mãos como espuma ao vento.

A vida se traduz como uma incoerência de atitudes, de vontades e até de pensamento. Somos jogados de forma abrupta nesse moinho sem sequer nos percebermos atores principais dela. Acabamos por nos perceber indivíduos de forma estranha, atabalhoada, de uma forma surpreendente que só se faz perceptível após um primeiro e mágico estalo, que faz brotar lembranças, saudades e de repente não mais que de repente conseguimos de forma alegre visualizar aqueles que merecem confiança e afeto representadas por nossos guardiões eternos, nossos pais.

Quando damos os primeiros passos não temos a real dimensão do quão grande esses passos terão que se tornar, findamos por passar incólumes as fases da vida, tendo a intrigante certeza de que é apenas o tempo passando, passando de forma displicente.

Na mais crua verdade o tempo passa de forma severa, destrói “sonhos e castelos”, não respeita sentimento, não respeita saudades e o tempo passa alheio a tudo isso e quando se percebe aquilo que um dia foi certeza não passa de ilusão. A incoerência acaba por se apresentar como verdadeira constante, pois, a vida apresentará situações em que as atitudes não serão as esperadas, muitas vezes serão diferentes das desejadas ou pior serão diferentes das esperadas.

Com o passar do tempo notam-se as palavras que não foram ditas, os sentimentos que não foram vividos, os pensamentos que foram abandonados. De maneira calma e serena as incoerências batem a nossa porta e se tornam nossas companheiras, por fim, acabarão por nos acompanhar até o crepúsculo de nossas vidas como verdadeiras correntes arrastadas pelas sombras em tom de lamúria e nostalgia.

Feliz do homem que teve a oportunidade de viver com convicções e morrer com elas, feliz daquele que consegue viver com os caminhos dúbios da vida, escolhe-los e após isso dormir tranqüilamente. Inocente aquele que acha que conseguirá se furtar e resguardado seja o que se mantém fiel as sua próprias incoerências.

Abraços

Meu primeiro texto quinta-feira, out 23 2008 

Como não poderia deixar de ser, vou postar o meu primeiro texto, algumas considerações são necessárias, fiz esse texto a praticamente 2 anos representou e representa muito em minha vida, o interessante é que esse texto serviu como base para que um grande amigo André Fontes fizesse uma belíssima música chamada “Valsa da Madrugada”, texto meu, música e adaptação André Fontes e título Pedro Feitoza.

Segue abaixo:

Noite de chuva

“Numa noite de chuva, numa noite fria, gélida, de um cinza de cortar qualquer sentimento, seja ele de saudade, de ternura, de reencontro, de esperança em estar com o seu amor. Uma brisa tenra adentra o seu quarto e parece soprar coisas ao seus ouvidos, coisas que choram, que sentem, impressões que trazem ao espírito um certo desespero, um querer bem desesperado por algo que se foi. As lembranças que inevitavelmente se farão presentes para lhe consolar, que perfazem o caminho dos mais íntimos pensamentos e de repente como em um passe de mágica chegam aos olhos, transformando-se em lágrimas ao se fazer saber que não passam de lembrança.

Numa noite como esta existe a companhia da música, de Vinícius, Cartola, Tim Maia, músicas que lhe trarão alento, que lhe trarão a dor de um poeta e lhe fará pensar que sua dor não é tão grande quanto a desses, que farão com que você sonhe com novos amores e novas desilusões cantadas de forma tão bela. Levando-o a sentir animo para amar de novo, se entregar de novo, procurar algo que em uma noite como esta só o invocar essa possibilidade lhe traz arrepios não os de frio, mas sim os de prazer, ao pensar nos momentos que você terá com o seu amor, encontrando-a sorrindo de forma doce e meiga, com um olhar de paixão e de dedicação que faria até o mais frívolo dos homens derreter-se ao contemplar visão tão estonteante e bela, que se resume a um sorriso, apenas um sorriso.

Noites como esta resumem-se a solidão, a tristeza, a companhia apenas de uma tv, de um computador, objetos inanimados que não nos podem passar carinho e afeto, tal qual desejaríamos nos braços de uma mulher, vendo-a dormir de forma doce e sutil, ao nosso seu lado, de forma ímpar, essa visão lhe faz passar a noite inteira em claro, apenas a observando, admirando, contemplando tão bela criação divina.

A desventura da vida nada lhe traz em uma noite como esta, apenas algumas lembranças, lembranças essas que farão você procurar diversas posições para dormir e, por fim, não encontrar nenhuma, até que Morpheu tenha piedade do sofrimento de um relés mortal e que copiosamente o envie o sono dos justos. Sono este que lhe levará a um mundo aonde tudo é permitido até mesmo reviver aquele amor que se passou, viver uma ilusão, um doce sonho de que tudo aquilo se fez presente, durante algum tempo, durante a madrugada, durante segundos, que lhe fez sorrir e sentir bem, que lhe fez não querer mais acordar, sonho este que passará com a noite fria e gélida.

O sol, astro rei, dissipará o cinza da noite fazendo resplandecer um novo dia e acabará por acorda-lo do seu sonho, com a certeza de que tudo aquilo não passou de um sonho, um sonho bom que como todos os outros da sua vida passaram e fizeram você ter a certeza de que o dia raiou para uma nova vida, um novo sentimento, um novo amor, para um novo sonho que precisa ser vivido com a mesma intensidade e devoção de todos os outros, que se fez e farão presentes em sua vida”.

Esse foi o primeiro passou por poucas modificações preferi deixa-lo assim porque acho que foi um momento de intensa emoção que precisa ser retratado com fidelidade quem sabe um dia eu mudo, mas por enquanto fica aqui como meu primeiro texto.

Abraços.

Devidas explicações quinta-feira, out 23 2008 

Da criação

Houve algumas coisas que me levaram a criar esse blog a primeira delas é um lugar para colocar meus textos e escrever os meus pensamentos, tem também a questão dos amigos que me encorajaram e segundo o grande Cássio um blog me levaria a escrever mais e de forma assídua. Tenho tomado cada dia mais gosto por escrever então nada mais justo ! Em geral as pessoas gostam dos meus textos ta ai um grande motivo também, heheheh !

Do nome do blog

O nome vem de um trecho da música de Vinícius de Moraes chamada Insensatez, sou muito ligado a música passo grande parte do dia escutando e as trago para o meu dia-a-dia, sou muito fã de Vinícius de Moraes das poesias e das músicas e essa música é essencial. E será perceptível conforme as postagens o porque desse nome.

Da função do blog

Geralmente eu escrevo quando estou emotivo, variando apenas o que me causou essa emoção, é quando escrevo de forma mais sincera e “justa”. A função seria a de compartilhar os meus sentimentos e quem sabe ajudar alguém que leia os meus textos.

Ficou parecendo uma Petição mais fazer o que são ossos do ofício.

Bom é isso espero que gostem,

Atenciosamente,

Mateus Fontenele.